Critério de aceite
Validação com quem
acabou de entrar
Escolhemos de propósito alguém que entrou nos últimos meses: essa pessoa ainda lembra o que não sabia e ainda não desenvolveu os automatismos que fazem o veterano pular etapa. É o leitor mais honesto que existe.
Durante o teste, ninguém corrige, ninguém dá dica e ninguém explica. Só observamos e anotamos.
O protocolo
Antes
Combinar o enquadramento
Fica claro para todo mundo que quem está sendo avaliado é o texto, não a pessoa. Sem isso, o teste vira prova e o participante trava por motivo errado.
Durante
Silêncio e cronômetro
Anotamos onde a pessoa relê, onde hesita mais de trinta segundos, onde pergunta e onde executa errado sem perceber. Cada um desses pontos é um defeito de redação.
Depois
Conversa curta
Cinco minutos perguntando o que faltou. A resposta mais comum é "não sabia que existia esse passo antes" — ordem errada é o defeito número um.
Correção
Reescrita nos pontos marcados
Mexemos só onde houve travada. Reescrever o documento inteiro depois de um teste é sinal de que o texto não estava pronto para ser testado.
O que mais aparece
Passo pressuposto, nome de tela que mudou, decisão sem critério escrito e a exceção que só quem tem cinco anos de casa conhece.
Quatro defeitos, presentes em praticamente todo primeiro rascunho — inclusive nos nossos.
O registro do teste também é entregue
Junto com a trilha vai um documento curto listando onde o participante travou e o que foi alterado por causa disso. Serve para duas coisas.
Primeiro, mostra ao gestor que o material passou por prova real — não é opinião nossa de que ficou bom. Segundo, orienta a revisão futura: se o mesmo ponto travar de novo com outra pessoa, ele volta para a fila.
Prazos e valoresMaterial que não passou por teste é rascunho
A validação é a parte mais barata do trabalho e a única que diz se o resto funcionou.
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